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Brasileiros criam rede social com “microcomunidades” de carona com Twitter

Ultimamente o Twiter se tornou um tipo de mídia onde todo tipo de assunto ganha proporções extraordinárias, foi aí que brasileiros viram uma oportunidade de criar o Twinester, desenvolvido por dois brasileiros do interior de São Paulo. O serviço de microblog usa um sistema simples, baseado principalmente na chamada hashtag (jogo da velha), para agrupar assuntos.

No Twitter, você segue pessoas. No Twinester, você segue assuntos específicos e isso possibilita interação de desconhecidos através das afinidades.

Lançado há pouco mais de dois meses e com mais de 5 mil usuários, a página tem o objetivo de juntar internautas que querem compartilhar informações sobre um mesmo assunto – isso sem ultrapassar o limite de 140 caracteres estabelecido pelo Twitter. Com seu login e senha do próprio microblog, o internauta pode criar ou participar de grupos que se encaixam em temas gerais como negócios, estilo de vida, entretenimento, tecnologia e esportes. Uma fórmula que, como mostrou o Orkut, faz sucesso no Brasil.

A nova rede só peca em uma coisa, está no idioma Inglês da mesma forma que o Twitter, espero que isso não seja um empecilho.

Eu particularmente estou apostando nesta idéia e tenho a certeza que a idéia tem tudo para dar certo e tornar as divulgações ou assuntos no twitter mais organizados, com esta organização uma melhor divulgação, focando determinado tipo de assunto.

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Sony quer brasileiros na produção de jogos para o PlayStation

Programa ensinará empresas e universidades a criar games na plataforma.
Desenvolvedores do Brasil poderão lançar jogos para os consoles.

Bruno Matzdorf acredita que o projeto da Sony ajudará desenvolvedores brasileiros a lançar seus jogos.

Bruno Matzdorf acredita que o projeto da Sony ajudará desenvolvedores brasileiros a lançar seus jogos.

A Sony está de olho no mercado de desenvolvimento de games do Brasil. Além de acreditar que a indústria nacional é capacitada para criar jogos, a dona do PlayStation quer ensinar estudantes e produtores a trabalhar com seus videogames. É o que afirma Bruno Matzdorf, gerente do programa de desenvolvimento da Sony, que conversou por telefone com exclusividade para o G1.

O projeto liderado por Matzdorf irá selecionar produtoras e universidades brasileiras para trabalhar com os videogames da família PlayStation para desenvolver jogos. Os escolhidos receberão kits e receberão suporte da Sony para aprender a criar os games. Em um futuro próximo, essas produtoras poderão ter o licenciamento da companhia para lançar seus jogos no PlayStation 2 e no PSP – o PlayStation 3 não faz parte do programa.

Leia a entrevista:

G1 – Qual o objetivo do contato da Sony com os desenvolvedores brasileiros?
Matzdorf - O primeiro objetivo é encontrar os desenvolvedores. O Brasil é um mercado novo para nós. Estamos participando de eventos como o Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SBGames) e conversando com a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames) para saber no que esses produtores estão trabalhando e se existe o interesse por parte deles em trabalhar com os videogames da Sony.

Em seguida, nosso objetivo principal é trazer esses desenvolvedores para nossos “programas de incubadora”. Esse é um caminho mais fácil para as produtoras que têm interesse em trabalhar com nossas plataformas antes de se tornar desenvolvedores licenciados pela Sony.

G1 – Como funcionará o projeto para empresas e universidades?
Matzdorf - Temos um programa acadêmico, o que é um pouco diferente do programa de incubadora. Esse último é voltado para empresas que já desenvolvem games e o acadêmico é voltado para universidades que têm cursos de desenvolvimento de jogos. Quem faz parte desses programas não pode lançar um jogo para o PlayStation 3, PSP ou PlayStation 2. Para isso, é necessário ter uma licença de desenvolvedor da Sony. Entretanto, fazer parte desses projetos torna mais fácil o caminho para lançar jogos em nossas plataformas. Isso, no entanto, não significa que você não possa criar jogos para os consoles.

Por meio desses programas, queremos procurar novos talentos e novas empresas para trabalhar no futuro. Para isso, essas pessoas precisam saber como trabalhar com nossas plataformas e é para isso que esse projeto de incubadora serve. Um desenvolvedor que entrar em um de nossos programas terá a habilidade necessária para criar um jogo para a família PlayStation. Ele terá todas as ferramentas que uma grande produtora tem, e o caminho para, no futuro, ser um desenvolvedor licenciado será menor e mais fácil.

G1 – Quais serão os consoles que os desenvolvedores poderão trabalhar dentro desses programas no Brasil?
Matzdorf - O programa de incubadora de produtoras de games enviará kits de desenvolvimento de PSP e de PlayStation 2 aos selecionados. O motivo de não incluirmos o PlayStation 3 é porque ele ainda é uma plataforma muito nova e as empresas que estão trabalhando no videogame no momento estão aprendendo como utilizá-lo melhor. É muito difícil para alguém que está iniciando na produção de jogos trabalhar com uma plataforma que ainda não é bem conhecida na indústria de desenvolvimento.

PSP

O portátil PSP é a plataforma na qual os desenvolvedores brasileiros poderão aprender a usar para criar seus jogos

Com as plataformas mais antigas, como o PS2 e o PSP, podemos dar todo o suporte necessário para os participantes desse projeto. Conhecemos muito bem os consoles e, desse modo, todos poderão aprender melhor e mais rapidamente como usá-los.

G1 – Então, quando poderemos ver jogos feitos por produtoras brasileiras no PlayStation 2 e no PSP?
Matzdorf -
Ainda não temos como definir uma data, pois dependerá de como as produtoras e as universidades se sairão neste “teste”. O que estamos fazendo no momento é expandir nosso programa de incubadora. Não estamos lançando jogos feitos dentro desse projeto, estamos apenas dando a oportunidade para os desenvolvedores.

Já temos uma universidade que participa do nosso programa, a Unisinos [em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul]. Ela está formando estudantes aptos a trabalhar com o PSP e que desenvolvem jogos para o portátil todo o semestre. Nada impede que uma empresa estrangeira que tenha a licença da Sony, por exemplo, goste de um título feito por eles e o lance no mercado.

G1 – Estes projetos de incubadoras da Sony estão sendo realizados em outros países?
Matzdorf - Sim. Procuramos mercados emergentes como Índia, China e a América Latina para encontrar desenvolvedores interessados em trabalhar com as plataformas da Sony. Obviamente, nossos projetos são diferentes para cada um desses lugares. Na Índia, por exemplo, nosso foco é a produção no PlayStation 2. Na China, ainda estamos decidindo a plataforma que trabalharemos.

Na América Latina, por conta da proximidade com os Estados Unidos, focamos em ensinar o desenvolvimento para PSP e PS2. No console portátil, haverá ainda mais facilidade na produção de jogos por conta dos “PSPmini”, jogos voltados para um público casual e que não têm altos custos para as empresas. Além disso, sua distribuição é por download.

Queremos que todos os países da América Latina possam desenvolver para o PSP, PS2 e, em um futuro próximo, para o PS3.

G1 – Com os jogos da linha “PSPmini”, será mais fácil para empresas brasileiras que não fazem parte do projeto de incubadora lançar jogos no PSP?
Matzdorf – O setor de videogames Sony está em fase de expansão comercial para outros países. Não posso revelar como isso será feito no Brasil. Da perspectiva do desenvolvedor, não seria muito inteligente evitar os jogos “PSPmini” e a entrada da Sony no país. Esses jogos são uma excelente oportunidade de ter pouco gasto com produção e poder lançar um jogo por download, sem custos excessivos com a distribuição.

Games como 'Astro Tripper'(foto) fazem parte da linha 'PSPmini', que apresenta jogos casuais com baixo custo de desenvolvimento.

Games como 'Astro Tripper'(foto) fazem parte da linha 'PSPmini', que apresenta jogos casuais com baixo custo de desenvolvimento.

G1 – Você acredita que os produtores brasileiros têm capacidade para desenvolver games para os videogames da Sony?
Matzdorf - Sim. Vi jogos muito bons feitos no Brasil e posso afirmar que os brasileiros têm o potencial para criar jogos de qualidade para os nossos videogames. É incrível ver como os produtores conseguem fazer bons games compatíveis com baixo orçamento. Fico feliz, também, em saber como os desenvolvedores locais estão conseguindo se adaptar às plataformas PlayStation. Há produtores muito talentosos no Brasil e a oportunidade para entrar nesse mercado nunca esteve tão boa como agora.

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