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Categoria ‘Games’

Epoc promete controlar games apenas com o “poder da mente”.

Produto da Emotiv promete controlar games apenas com o “poder da mente”, tentativas similares fracassaram no passado.

Epoc_frente

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Dublador de Mario ‘fura’ a Nintendo e anuncia novo jogo do encanador

Charles Martinet disse no Twitter que trabalharia no game.
Jogo ainda não foi anunciado pela Nintendo, segundo o dublador.

Um game totalmente inédito de Mario está em produção pela Nintendo, mas essa informação não foi revelada pela empresa e, sim, pelo dublador do personagem, o americano Charles Martinet. Ele postou em sua página no Twitter que estaria viajando para Seattle, nos Estados Unidos, para “trabalhar em um novo jogo de Mario”, e que o “o título é inédito”.

Dublador do personagem Mario falou de um novo jogo do personagem em sua página no Twitter.

Dublador do personagem Mario falou de um novo jogo do personagem em sua página no Twitter.

Em sua página, Martinet diz: “O novo jogo do Mario é sensacional. E não é ‘New super Mario bros. wii’ nem ‘Super Mario galaxy 2’, mas será muito divertido!”, diz a mensagem. O dublador não disse em que fase de produção está o jogo, para qual console da Nintendo ele está sendo produzido e nem a data que o novo game de Mario será lançado.
Entretanto, os dois jogos citados por Martinet já foram anunciados pela Nintendo recentemente. “New super Mario bros. wii” chegará às lojas americanas no dia 15 de novembro, enquanto “Super Mario galaxy 2” ainda não tem data de lançamento definida. Os dois jogos são para o Wii.
Martinet, que tem 54 anos, trabalha dublando o encanador mais famoso dos videogames desde 1996, quando Mario falou pela primeira vez no jogo “Super Mario 64”, do Nintendo 64. Desde lá, ele faz a voz do herói e de outros personagens da franquia.

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Batalhas intensas e modo cooperativo são o destaque de ‘Halo 3: odst’

Game para o Xbox 360 volta no tempo para contar detalhes da aventura.
Franquia já vendeu mais de 27 milhões de unidades no mundo.

Jogo narra os acontecimentos que antecedem 'Halo 3'.

Jogo narra os acontecimentos que antecedem 'Halo 3'.

Plataforma: Xbox 360
Produção: Microsoft Game Studios
Desenvolvimento: Bungie
Distribuição no Brasil: Microsoft
Gênero: Tiro
Lançamento: 22/09/2009
Preço sugerido: R$ 159,90
Nota: 9,0*

Em meio ao saturado gênero de jogos de tiro em primeira pessoa, a franquia “Halo” consegue destaque por apresentar uma história rica e ação na medida certa. Isso fez com que os três jogos da série somados vendessem mais de 27 milhões de unidades no mundo inteiro. Apostando no sucesso dos games, a produtora Bungie, em vez de continuar a narrativa de “Halo 3”, optou por voltar atrás e mostrar os acontecimentos dois anos antes do terceiro jogo. Assim começa “Halo 3: odst”.

A série “Halo” mostra uma guerra entre humanos e alienígenas que acontece em um mundo fictício no futuro. O jogo de tiro apresenta uma perspectiva em primeira pessoa, ou seja, o jogador vê exatamente como o personagem na tela. Assim, enxergam-se apenas as mãos do herói e as armas que ele carrega.

A maior mudança que “Halo 3: odst” traz na série é a mudança do personagem principal. O cultuado Master Chief é substituído por um soldado Orbital Drop Shock Trooper (ODST) que dá nome ao jogo. O combatente se assemelha com o herói dos jogos anteriores, apresentando armas e habilidades similares – uma ou outra metralhadora faz sua estreia na franquia, mas elas não fazem diferença alguma nos confrontos. Desse modo, quem jogou “Halo 3” não terá dificuldades em enfrentar os inimigos e progredir na aventura.

Qualidade visual é a mesma de 'Halo 3', mas história e ação competentes superam este problema.

Qualidade visual é a mesma de 'Halo 3', mas história e ação competentes superam este problema.

Comparado ao título anterior, “Halo 3: odst” é um pouco mais difícil. O soldado que o jogador controla não tem a mesma experiência de Master Chief, tornando os combates, principalmente contra inimigos mais poderosos, um grande desafio. Entretanto, morrendo e tentando repetir a fase diversas vezes, qualquer um conseguirá passar de fase e terminar o game.

Os controles respondem bem, facilitando mirar e atirar com precisão. Alguns minutos de treino são suficientes para conseguir participar de batalhas envolventes e repletas de ação.

História aos pedaços

Enquanto o jogador distribuiu tiros contra os adversários alienígenas durante as fases, ele deve descobrir o que aconteceu com o restante do seu grupo que está perdido no planeta inimigo. Encontrando objetos no decorrer do game, o soldado ODST começa a juntar as peças da história, permitindo que o jogador participe ativamente dessas lembranças. A narrativa é parecida com a do seriado de TV “Lost”, que vai e volta no tempo, mostrando acontecimentos que ajudam a revelar tanto a história do jogo quanto de toda a série.

Quando uma lembrança começa, o jogador assume o papel de outro soldado ODST que deve realizar uma pequena missão para passar de fase. O cumprimento desses objetivos habilita novos objetivos e novas áreas dos cenários para explorar .

Um destaque de “Halo 3: odst” é que o game tem um bom trabalho de dublagem dos diálogos. Isso facilita o entendimento das missões que o soldado recebe dos seus superiores e da história.

Jogadores assumem o papel de um soldado novato que deve descobrir o que aconteceu com a sua tropa.

Jogadores assumem o papel de um soldado novato que deve descobrir o que aconteceu com a sua tropa.

Vasculhar todos os cantos do cenário é essencial para que toda a história seja revelada. Além de poder fazer isso sozinho, o jogador pode ter a ajuda de mais três amigos no modo cooperativo. Isso torna o game mais fácil e mais divertido. Entretanto, é necessário comunicação para que as táticas em equipe funcionem contra os alienígenas – a inteligência dos inimigos faz com que eles armem ataques complexos contra o jogador. As partidas “co-op” podem ser feitas tanto pela internet quanto por uma rede local, ligando quatro consoles Xbox 360 a quatro televisores.

Foco no jogo on-line

A aventura principal de “Halo 3: odst” dura, em média, oito horas. Comparado com jogos similares, este tempo é curto. A produtora Bungie, contudo, apresentou duas cartas na manga: o modo Firefight e um disco extra com mapas para partidas on-line.

O modo Firefight permite que até quatro jogadores enfrentem hordas de inimigos que surgem nos cenários. A dificuldade do desafio aumenta a cada onda de alienígenas eliminada, obrigando a criação de táticas de batalha entre os amigos para que eles consigam sobreviver o máximo possível.

Os combates são frenéticos e os controles precisos ajudam a enfrentar os inimigos.

Os combates são frenéticos e os controles precisos ajudam a enfrentar os inimigos.

Já o disco extra que acompanha o pacote de “Halo 3: odst” traz 24 mapas voltados para confrontos on-line. Desses, 21 já estavam presentes em “Halo 3” e três são inéditos. Com esse “bônus” os fãs poderão se divertir até que o próximo game da franquia, “Halo: reach” chegue às lojas. O título ainda não tem previsão de lançamento.

“Halo 3: odst” não traz novidades em termos de gráficos no Xbox 360. Isso, no entanto, não é um problema, pois o grande atrativo do título está na ação, nos controles precisos e na história muito bem contada. Quem gosta de jogos de tiro em primeira pessoa tem em mãos um excelente game, que manterá o Xbox 360 ligado, pelo menos, até a chagada dos lançamentos do final deste ano.

Outro destaque do game é o modo cooperativo para até quatro jogadores.

Outro destaque do game é o modo cooperativo para até quatro jogadores.

Fonte: http://g1.globo.com

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Sony quer brasileiros na produção de jogos para o PlayStation

Programa ensinará empresas e universidades a criar games na plataforma.
Desenvolvedores do Brasil poderão lançar jogos para os consoles.

Bruno Matzdorf acredita que o projeto da Sony ajudará desenvolvedores brasileiros a lançar seus jogos.

Bruno Matzdorf acredita que o projeto da Sony ajudará desenvolvedores brasileiros a lançar seus jogos.

A Sony está de olho no mercado de desenvolvimento de games do Brasil. Além de acreditar que a indústria nacional é capacitada para criar jogos, a dona do PlayStation quer ensinar estudantes e produtores a trabalhar com seus videogames. É o que afirma Bruno Matzdorf, gerente do programa de desenvolvimento da Sony, que conversou por telefone com exclusividade para o G1.

O projeto liderado por Matzdorf irá selecionar produtoras e universidades brasileiras para trabalhar com os videogames da família PlayStation para desenvolver jogos. Os escolhidos receberão kits e receberão suporte da Sony para aprender a criar os games. Em um futuro próximo, essas produtoras poderão ter o licenciamento da companhia para lançar seus jogos no PlayStation 2 e no PSP – o PlayStation 3 não faz parte do programa.

Leia a entrevista:

G1 – Qual o objetivo do contato da Sony com os desenvolvedores brasileiros?
Matzdorf - O primeiro objetivo é encontrar os desenvolvedores. O Brasil é um mercado novo para nós. Estamos participando de eventos como o Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SBGames) e conversando com a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames) para saber no que esses produtores estão trabalhando e se existe o interesse por parte deles em trabalhar com os videogames da Sony.

Em seguida, nosso objetivo principal é trazer esses desenvolvedores para nossos “programas de incubadora”. Esse é um caminho mais fácil para as produtoras que têm interesse em trabalhar com nossas plataformas antes de se tornar desenvolvedores licenciados pela Sony.

G1 – Como funcionará o projeto para empresas e universidades?
Matzdorf - Temos um programa acadêmico, o que é um pouco diferente do programa de incubadora. Esse último é voltado para empresas que já desenvolvem games e o acadêmico é voltado para universidades que têm cursos de desenvolvimento de jogos. Quem faz parte desses programas não pode lançar um jogo para o PlayStation 3, PSP ou PlayStation 2. Para isso, é necessário ter uma licença de desenvolvedor da Sony. Entretanto, fazer parte desses projetos torna mais fácil o caminho para lançar jogos em nossas plataformas. Isso, no entanto, não significa que você não possa criar jogos para os consoles.

Por meio desses programas, queremos procurar novos talentos e novas empresas para trabalhar no futuro. Para isso, essas pessoas precisam saber como trabalhar com nossas plataformas e é para isso que esse projeto de incubadora serve. Um desenvolvedor que entrar em um de nossos programas terá a habilidade necessária para criar um jogo para a família PlayStation. Ele terá todas as ferramentas que uma grande produtora tem, e o caminho para, no futuro, ser um desenvolvedor licenciado será menor e mais fácil.

G1 – Quais serão os consoles que os desenvolvedores poderão trabalhar dentro desses programas no Brasil?
Matzdorf - O programa de incubadora de produtoras de games enviará kits de desenvolvimento de PSP e de PlayStation 2 aos selecionados. O motivo de não incluirmos o PlayStation 3 é porque ele ainda é uma plataforma muito nova e as empresas que estão trabalhando no videogame no momento estão aprendendo como utilizá-lo melhor. É muito difícil para alguém que está iniciando na produção de jogos trabalhar com uma plataforma que ainda não é bem conhecida na indústria de desenvolvimento.

PSP

O portátil PSP é a plataforma na qual os desenvolvedores brasileiros poderão aprender a usar para criar seus jogos

Com as plataformas mais antigas, como o PS2 e o PSP, podemos dar todo o suporte necessário para os participantes desse projeto. Conhecemos muito bem os consoles e, desse modo, todos poderão aprender melhor e mais rapidamente como usá-los.

G1 – Então, quando poderemos ver jogos feitos por produtoras brasileiras no PlayStation 2 e no PSP?
Matzdorf -
Ainda não temos como definir uma data, pois dependerá de como as produtoras e as universidades se sairão neste “teste”. O que estamos fazendo no momento é expandir nosso programa de incubadora. Não estamos lançando jogos feitos dentro desse projeto, estamos apenas dando a oportunidade para os desenvolvedores.

Já temos uma universidade que participa do nosso programa, a Unisinos [em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul]. Ela está formando estudantes aptos a trabalhar com o PSP e que desenvolvem jogos para o portátil todo o semestre. Nada impede que uma empresa estrangeira que tenha a licença da Sony, por exemplo, goste de um título feito por eles e o lance no mercado.

G1 – Estes projetos de incubadoras da Sony estão sendo realizados em outros países?
Matzdorf - Sim. Procuramos mercados emergentes como Índia, China e a América Latina para encontrar desenvolvedores interessados em trabalhar com as plataformas da Sony. Obviamente, nossos projetos são diferentes para cada um desses lugares. Na Índia, por exemplo, nosso foco é a produção no PlayStation 2. Na China, ainda estamos decidindo a plataforma que trabalharemos.

Na América Latina, por conta da proximidade com os Estados Unidos, focamos em ensinar o desenvolvimento para PSP e PS2. No console portátil, haverá ainda mais facilidade na produção de jogos por conta dos “PSPmini”, jogos voltados para um público casual e que não têm altos custos para as empresas. Além disso, sua distribuição é por download.

Queremos que todos os países da América Latina possam desenvolver para o PSP, PS2 e, em um futuro próximo, para o PS3.

G1 – Com os jogos da linha “PSPmini”, será mais fácil para empresas brasileiras que não fazem parte do projeto de incubadora lançar jogos no PSP?
Matzdorf – O setor de videogames Sony está em fase de expansão comercial para outros países. Não posso revelar como isso será feito no Brasil. Da perspectiva do desenvolvedor, não seria muito inteligente evitar os jogos “PSPmini” e a entrada da Sony no país. Esses jogos são uma excelente oportunidade de ter pouco gasto com produção e poder lançar um jogo por download, sem custos excessivos com a distribuição.

Games como 'Astro Tripper'(foto) fazem parte da linha 'PSPmini', que apresenta jogos casuais com baixo custo de desenvolvimento.

Games como 'Astro Tripper'(foto) fazem parte da linha 'PSPmini', que apresenta jogos casuais com baixo custo de desenvolvimento.

G1 – Você acredita que os produtores brasileiros têm capacidade para desenvolver games para os videogames da Sony?
Matzdorf - Sim. Vi jogos muito bons feitos no Brasil e posso afirmar que os brasileiros têm o potencial para criar jogos de qualidade para os nossos videogames. É incrível ver como os produtores conseguem fazer bons games compatíveis com baixo orçamento. Fico feliz, também, em saber como os desenvolvedores locais estão conseguindo se adaptar às plataformas PlayStation. Há produtores muito talentosos no Brasil e a oportunidade para entrar nesse mercado nunca esteve tão boa como agora.

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Chip gráfico poderoso feito para portáteis integrará novo Nintendo DS

Processador na nVidia permitirá jogos com visual de PC no aparelho.
Sucessor do portátil de duas telas será revelado em 2010.

Chip gráfico poderoso integrará o sucessor do Nintendo DSi (foto)

Chip gráfico poderoso integrará o sucessor do Nintendo DSi (foto)

Um novo e mais poderoso chip gráfico integrará o novo modelo do videogame portátil Nintendo DS. De acordo com o site BSN, a nVidia venceu uma licitação junto a Nintendo e irá fornecer o processador para a produção do novo modelo do console de duas telas.
O chip é chamado de Tegra e, segundo a nVidia, tem o tamanho de uma moeda de 10 centavos. Ele consegue fornecer gráficos de jogos de PC para portáteis e vídeos em alta definição com um consumo mínimo de energia. O processador que fará parte do coração do novo Nintendo DS já integra outros portáteis como o Zune HD, tocador digital da Microsoft, e o BeatPlayer M1, da Samsung.
Com das especificações do chip Tegra, o novo DS poderá ter telas maiores e com melhor definição a ser mais fino do que os modelos atuais do aparelho. O presidente da nVidia, Jen-Hsun Huang, declarou que espera que a família de processadores representará metade dos rendimentos da empresa em 2010. Com essa declaração, espera-se que a Nintendo anuncie o novo portátil no segundo semestre do ano que vem.
Lançado em 2004, as três versões do Nintendo DS, a normal, a DS Lite e a DSi, venderam mais de 111 milhões de unidades no mundo todo. No setor de portáteis, a Nintendo tem 68% do mercado mundial.

A reportagem procurou a assessoria da nVidia no Brasil, mas não conseguiu obter contato. A Nintendo ainda não comentou a notícia.

Fonte: g1.globo.com

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Com game de sustentabilidade, estudantes de Bauru viram empresários

'Sophie's Dreams

'Sophie's Dreams, jogo do gênero de plataforma, chega em breve para o iPhone.

Quem conversa com Túlio Soria não imagina que o jovem de 22 anos já é um empresário de sucesso na indústria de videogames brasileira. Ao lado de mais dois colegas de faculdade, ele comanda seu próprio estúdio de desenvolvimento de jogos, lançou um game no exterior e produz um título exclusivo para o iPhone. Agora, ele se prepara para trazer ao Brasil a versão em português do principal título de sua produtora, “City rain”, jogo com foco na sustentabilidade que será lançado no SB Games, Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital, que ocorre no Rio de Janeiro até este sábado (10).
Baixatudo: baixe a demo de ‘City rain’

O jogo é vendido por meio de download e custa US$ 9,95. Por enquanto, a versão é em inglês. O game em português estará disponível a partir de segunda-feira (12) pelo mesmo preço.
“City Rain”, um game com temática educacional, mistura dois jogos bastante conhecidos dos gamers: “Tetris” em “Sim city”. O primeiro é um game que tem como objetivo encaixar peças com formas geométricas variadas e formar linhas cheias para fazer com que elas sumam da tela. Foi criado pelo russo Alexey Pajitov em 1984. O segundo, desenvolvido pelo designer americano Will Wright em 1989, coloca o jogador no papel de prefeito de uma cidade.

'City rain'

'City rain' ensina sobre os cuidados com a natureza e como ter um meio ambiente sustentável.

A mistura que originou “City rain” também exige que o jogador seja o prefeito de uma cidade, focando na criação de um ecossistema auto-sustentável. A diferença é que “peças” como casas, escolas, shoppings, aterros sanitários e indústrias caem do céu e é preciso pensar rápido para colocá-las no lugar certo sem prejudicar a natureza.

Longa história

Túlio Soria

Túlio Soria é o jovem empresário que, ao lado de seus 2 amigos, fundou a produtora de games Mother Gaia Studio.

Até chegar a ser comercializado, o jogo criado por Túlio e mais dois amigos, Guilherme Camargo, 23 anos, e Rafael Fantini, 22 anos, hoje sócios da empresa Mother Gaia Studio, passou por um longo caminho. “A nossa intenção era desenvolver um projeto para ganhar notoriedade e dinheiro para abrir uma empresa própria”, explica Túlio. “A solução foi entrar em competições de desenvolvimento de jogos como a Imagine Cup”.
A competição anual de tecnologia é organizada pela Microsoft e premia os melhores projetos desenvolvidos por estudantes no mundo todo.
O grupo de estudantes da Unesp-Bauru foi o primeiro lugar na edição 2008 da Imagine Cup com o jogo “City rain”, embolsando US$ 25 mil. O dinheiro foi usado para montar a empresa na cidade e tornar o game um verdadeiro negócio. “Trabalhamos durante finais de semana e feriados para melhorar nosso jogo”, conta Túlio. “Durante quase um ano, ficamos encubados em outra empresa, a MStech, para aprender a lidar com questões empresariais. Em abril deste ano, fundamos nossa própria produtora”.

A parceria com um grande banco brasileiro deu ainda mais gás aos estudantes. Eles desenvolveram uma versão do título para o site do banco e um jogo para ensinar jovens a cuidar do seu dinheiro.
Com o investimento para melhorar “City rain”, o grupo viajou até São Francisco, nos Estados Unidos, para participar do Independent Game Festival, competição mundial de jogos independentes. Eles não venceram, mas conseguiram colocar seu jogo em um grande site de games internacional para ser vendido por meio de download. “O game ganhou destaque durante a competição, mas depois de um tempo as vendas caíram. Assim, procuramos apoio para fortalecer o marketing do ‘City rain’”, afirma Túlio. “Foi quando fechamos uma parceria com a empresa canadense Ovolo Corporation. Aí, tudo começou a melhorar”.

Em busca do sucesso

O negócio fechado em março deste ano transformou ‘City rain’ de um excelente jogo feito por universitários em um excelente game casual feito por uma grande empresa. A Ovolo mudou o logotipo de “City rain”, melhorou os gráficos do jogo, colocou trilha sonora feita por um profissional e criou uma história e missões entre as fases para cativar os jogadores.

Mother Gaia Studio

A produtora Mother Gaia Studio já conta com 12 profissionais.

“Agora, você faz parte da corporação Rain que luta contra uma empresa rival que está poluindo o meio ambiente”, explica o jovem empresário. À venda desde o início do ano no site da Ovolo, ‘City rain’ alcançou boas vendas, embora a Mother Gaia não divulgue as informações. Entretanto, por ser em inglês, o sucesso se concentrou na América do Norte e na Europa.

O lançamento em português no SB Games ocorre em um momento que os jovens estudantes-empresários de Bauru analisam o mercado de games nacional. Entretanto, o evento não tem o apelo comercial desejado por eles. “Infelizmente, é o maior evento de videogames no Brasil. Ele é muito focado no desenvolvimento e pouco comercial. É difícil fechar negócios com alguma empresa lá”, lamenta Túlio. “Há, ainda, o problema da pirataria no país. Por isso, não estamos preocupados com as vendas aqui. Sabemos que muitos comprarão ‘City rain’, mas o jogo, certamente, será pirateado.” Infelizmente a pirataria acaba sendo um meio de divulgar um jogo no Brasil.

O estúdio Mother Gaia já trabalha com os olhos no futuro. Nas próximas semanas, eles lançarão “Sophie’s dreams” para o iPhone. O jogo do gênero de plataforma, aos moldes de “Super Mario bros.” coloca o jogador na pele de Sophie, que está perdida em um mundo de sonhos onde ela deve sair através de cartas que são encontradas nos cenários.

Há, também, outro projeto no qual os jovens de Bauru trabalham atualmente. Mas como uma grande produtora internacional de jogos (o Mother Gaia Studio conta com 12 profissionais no total), eles não revelam nada sobre o novo trabalho. “Revelaremos quando for comercialmente viável para nós”, diz Túlio.
Os jovens estão na etapa final da seleção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Caso sejam os vencedores, ganharão um investimento de R$ 120 mil para continuar com o objetivo de sua empresa: fazer jogos educativos que ensinem. Assim, no ano letivo de 2010, poderemos ver ‘City rain’ sendo usado para ensinar alunos das escolas brasileiras a ter noções de sustentabilidade e cuidar da natureza.

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